terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Alterações na estrutura da Família



A estrutura da família portuguesa tem sido palco de várias mudanças, tanto no que respeita ao número dos elementos que a compõem, como no que concerne às tarefas desempenhadas pelos cônjuges.
Dados estatísticos mostram-nos que as famílias de hoje são constituídas por um número mais reduzido de elementos. As mesmas são dotadas de um número mais reduzido de filhos por casal, de maior afetividade e menor formalidade entre os membros que as compõem. A relação entre pais e filhos, por exemplo, é agora mais aberta e menos formal. Já não há razão para que os indivíduos tenham os seus sentimentos fechados. 

O amor romântico, como define Giddens, é aquele que impera nas famílias ditas modernas.
Hoje, o conceito de família é mais abrangente, já não significa apenas um casal, unido pelo casamento e a viver com os seus filhos. Estamos pois, perante o aparecimento de novos tipos de família: as famílias monoparentais, constituídas por um pai ou uma mãe e os respetivos filhos; as famílias de uma só pessoa; as famílias compostas por um casal de idosos; e as famílias compostas por pessoas do mesmo sexo, com ou sem crianças a seu cargo.

É importante atentar ao facto de que na família moderna, a divisão dos papéis de género, embora ainda exista, não aparece de forma tão vincada. A entrada da mulher no mercado de trabalho, permitiu o desencadear de novos hábitos familiares, sendo que muitos homens passaram a exercer algumas das tarefas domésticas. Tem-se tornado cada vez mais habitual a existência de homens que se ocupam de tarefas no lar, que outrora eram socialmente dirigidas para o género feminino. Dadas tarefas vão desde do ato de cozinhar até aos cuidados com os filhos, passando pelas limpezas da casa. 


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